… Decisões

O tempo continua a passar e eu continuo nesta inactividade, sem saber o que será do futuro, se terei sorte e encontrarei emprego cá ou se terei de ir embora do país… O tempo que dei a mim mesma para a procura de emprego em Portugal está a terminar. Já pondero opções, locais para onde ir. É uma pena que o meu país não me permita exercer a minha profissão, que tenha de me ir embora para poder finalmente exercer. Entristece saber que nos deixam ir embora, nós, os jovens promissores deste país. Evidentemente que é fantástico ir crescer noutro país, assimilar novas culturas e viver uma aventura. Mas ter de ir porque de certa forma me sinto “obrigada” a ir para poder exercer é triste. Mas é este o país que temos, onde somos uns “piegas” que somos incentivados a emigrar. Brevemente, será a minha vez.

Dia Infinito

 

Hoje o dia está a custar a passar. Parece que o tempo parou, e estou envolta numa neblina como o dia lá fora. Cinzento, com nevoeiro em redor das montanhas e em redor da minha mente, entorpecendo-a. As horas foram passando demasiado lentamente… Contudo, quase que nem dei por elas passarem. E o dia continua… Ainda falta tanto para me poder deitar e esquecer. Que amanha seja um dia solarengo na minha mente, sem sombras e nevoeiros que entristecem a alma.

Nuvens

Parece que o tempo cinzento regressou, e não é que eu já estava com saudades?! Agora só falta um pouquinho de chuva.

Rebuçados de Felicidade

 

Bem que precisamos nestes dias que correm de qualquer coisa que nos anime…

Leituras

Helena e Páris já lá vão, juntamente com a magnifica Tróia.

Agora vou aventurar-me por uma vasta colecção de livros de Robin Hobb, A Saga do Assassino. Fica aqui a imagem do primeiro volume para abrir o apetite pela leitura.

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Dias Especiais

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Todos os dias são especiais, mesmo quando estamos tristes e nos parece que não há qualquer solução à vista para os nossos problemas. Contudo, deveríamos dar-nos por contentes por termos tido a oportunidade de viver, de conhecer e de amar as pessoas à nossa volta e o mundo em geral. Por isso vamos olhar com optimismo para estes dias tão negros da nossa sociedade, porque todos os dias são especiais, e cabe-nos a nós faze-los ainda mais especiais, assim como proporcionar dias especiais a quem amamos.

Leituras

Findei o primeiro Volume de Helena de Tróia. Este volume relata a infância de Helena no seio da sua família real em Esparta, sendo esta a filha mais nova do Rei. Ainda quando criança é alvo de uma profecia em que por causa dela muitos gregos morrerão e ela será a desgraça de muitos países. O que leva a que a sua infância seja passada dentro dos muros do palácio, onde descobre algumas coisas sobre o seu nascimento, como por exemplo o facto de Zeus ser seu Pai… O seu rosto não podia ser visto pelas pessoas (excepto as do palácio) por isso Helena usa véu, o que ajuda bastante a aumentar a crença de que ela é a mulher mais bela do Mundo… As coisas mudam quando começa a demanda pela escolha de um noivo… Ao longo do livro Helena é venerada por uns, ganha “dotes” que a capacitam de uma forma extraordinária, e conhece o belo Troiano Páris e foge com ele para Tróia, deixando Esparta, a sua família e um marido que anda descontente com a sua actividade sexual com Helena (além de desejar mais um filho homem) e por isso engravida uma escrava As últimas páginas do livro são dedicadas ao inicio da sua vida em Tróia e claro, da guerra eminente com os gregos.

É um livro interessante, onde conhecemos o outro lado da famosa Helena e de Páris, e claro, dos Deuses do Olimpo, que podem conceder benefícios aos mortais por quem se interessam momentaneamente, como podem castigá-los das mais variadas formas.

Agora vou iniciar o volume II desta história. Um livro um pouco mais pequeno mas de certeza emocionante.

Góis

Fica aqui um bocadinho do fantástico concelho de Góis.

http://www.tvi24.iol.pt/programa/4375/9

Um ano depois…

Há mais de um ano que não escrevia nada. Não tenho tido grande vontade, para ser sincera. Ainda me recordo do meu blog antigo, em que quase todos os dias escrevia posts acerca das minhas aventuras no primeiro ano da faculdade, assim como coisas mais lamechas…E também não tenho nada de importante para partilhar com o mundo… As minhas crises sentimentais são aborrecidas, as peripécias do dia-a-dia são cada vez menos empolgantes até para mim… De facto não há grandes temas que tenha vontade de abordar. A não ser que desejem ler acerca do drama de procurar o primeiro emprego, quando não conseguimos que uma porta se abra para nós, até porque nem rodar a chave conseguimos. É uma demanda frustrante, cada vez mais decepcionante. Talvez um dia destes escreva sobre isso, e sobre outras coisas. Até porque gostava tanto de escrever.

Ah, mas ainda há coisas que gosto de fazer… Como ler, por exemplo. Então depois de mais de um mês às voltas com o mesmo livro consegui ontem terminar de o ler. Vou então começar a ler o primeiro volume de Helena de Tróia de Margaret George. Gosto bastante da autora. Já li duas obras dela, sendo que a que mais gostei foi as Memórias de Cleópatra. Foi fascinante, e creio que li a obra umas três vezes. Então deixo aqui a fotografia do primeiro volume para que fiquem com vontade de ler este livro como eu estou cheia de vontade.

Lucky

 

Tudo começou num dia de Verão de 1998. O meu vizinho Rui foi a minha casa e perguntou-me se queria um cãozinho que ele encontrou abandonado na estrada em Poiares. Claro que eu queria um cãozinho!!! Mas não poderia tomar essa decisão sem perguntar aos meus Pais, eles poderiam ficar bem aborrecidos comigo. Então o meu Pai chega a casa nesse momento e diz logo que sim, que ficamos com ele. O seu nome era Lucky, porque foi um sortudo em ser encontrado e em ter um lar.

Lembro-me quando ele mo deu, tão pequenino e amarelinho! Tão lindo! Corria atrás de nós enquanto brincávamos, mordia as meias com o Snoopy,  era um cachorrinho feliz.

E lá foi crescendo, adorava correr atrás das carrinhas do meu Pai, adorava andar com ele. Foi um problema porque ele fugia de casa quando nós saíamos para ir atrás de nós. Saltava os muros do canil e lá ia ele. Tantas foram as vezes que a minha Mãe o encontrou pelo caminho e o trouxe para casa. Uma vez esteve fora o fim-de-semana todo, chegou no Domingo de manha sabe-se lá de onde, todo contente da sua mini viagem! Depois começou a correr a beira do dumper do meu Pai. Uma vez fugiu sem nós sabermos e foi ter a uma terrinha onde o dumper estava e ficou ali deitado o fim-de-semana todo à espera do meu Pai, até que alguém ligou para nós a avisar onde ele estava (nós já andavamos nervosos sem saber do Lucky…) para o ir-mos buscar.

Ele tinha uma mania de passear pelas serras… Quando o Wolf estava solto fugiam os dois, o Lucky sempre voltava, o Wolf ficava preso nas armadilhas de javali… Tantas foram as vezes que ficavamos à escuta de ouvir o Wolf ganir para sabermos mais ou menos onde ele estava para o ir-mos buscar. Na ultima vez que escaparam os dois o Wolf ia morrendo. Duas da manha e nós sem dormir, a tentar ouvir o Wolf sabe-se lá onde…

Com os outros cães não se dava muito bem, não gostava dos cães bebes, e fugia deles, tecnicamente só adorava o Wolf. Amigos inseparáveis. Até que o Wolf partiu!!! Ainda tinhamos o Rufus, mas ele era bruto e não sabia brincar e o Lucky tinha medo dele porque também levou dentadinhas do Rufus.

Até que chegou a Zara, anos mais tarde. Como sempre rejeitou-a… até que ela cresceu e ele lhe ensinou as vantagens de se escapulirem de casa e irem correr pela serra. Sempre voltaram os dois!!! Depois a Zara ganhou habito de papar galinhas aos vizinhos, só sai com supervisão… O Lucky ficou outra vez sozinho, ia dando as suas voltas…

Há um ano mais ou menos o meu Lucky ficou doente, as patinhas traseiras começaram a falhar… Velhice disse a veterinária. Não o podíamos deixar fechado no canil. Não ia ser feliz. Ele é feliz a passear, livre… Quisemos que os seus últimos meses de vida fossem bons, que ele fosse feliz… Sempre o deixamos correr pela floresta, até há pouco tempo. Estava bastante magro, mas feliz. Via-se no olhar que estava feliz. Céus, era o meu Lucky e só queria que fosse feliz!!! Mas estava a piorar. Há umas duas semanas tivemos de o deixar sempre no canil. Não queriamos que ele morresse na serra, com dores, sozinho. Mas ele só piorou, a cada dia que se passava.

Sábado tivemos de o levar ao veterinário… A nossa veterinária é excelente… Já sabiamos o que ia acontecer… O Lucky morreu nesse dia, fraquinho da velhice. Morreu exactamente no mesmo local do Wolf (o Wolf morreu de insuficiência renal causada por medicamentos que tinha de tomar porque tinha leishmaniose, doença que o Rufus também tem).

Foi dificil perder o Wolf que era o nosso bebe, o traquinhas. Mas foi igualmente pesaroso perder o Lucky, o Companheirão do meu Pai, que adorava o meu Pai, que se ria quando fazia asneiras. Quer era um doce, que mesmo com medo dos cães lá da terra ia defender o Pantufa. Que era querido, afectuoso e meigo. E custou saber que eu não estava lá com ele… Nem me despedi dele!!!

Estou triste, fartei-me de chorar (de certeza que não fui a única) e admito, admito que chorei mais pela perda dos meus cães do que chorei pela perda de familiares, porque afinal os meus cães estão sempre ali, são inteligentes, gostam de nós e fazem parte da família!!! Adoro os meus cães. Perdi o meu Lucky, mas sei que o deixamos ser feliz, que ele gostou de estar com a minha família e que nos era leal. Quem sabe se ele não encontrou o Wolf, o Pantufa, o Pieper e o Rabito no céu dos cães e andam a fazer altas asneiradas?!

Lucky, estarás sempre nos nossos corações…

Tudo começou num dia de Verão, para acabar num sábado horrível de Inverno!!!

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